hoje li isto num blogue:
“Não me atrevo a escrever o que vai na minha cabeça sobre como isto vai acabar.
Gostaria apenas de ler testemunhos válidos sobre quem, e como se colocam, migrantes do Afeganistão na Hungria, em Calais e na Noruega, quando o Afeganistão tem fronteiras com o Paquistão, o Tajiquistão, o Irão, o Turcomenistão, o Uzbequistão e a China.
Gostaria de perceber como é que se condena os ataques do Charlie Hebdo e se viabiliza esta migração civilizacional.
Gostaria de perceber, por exemplo, como é que a Europa não se entende quanto à Grécia, e a um eventual perdão de dívida, mas a Alemanha está disponível para sustentar 800.000 refugiados.
Gostaria de conhecer qual é orçamento da CM de Lisboa para apoio directo aos sem-abrigo locais depois de ficar a conhecer a disponibilização de €2mn para apoio aos migrantes na vertente de “alojamentos temporários, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação”.
Gostaria igualmente de saber se as autoridades portuguesas têm algum plano de contingência para receber uma nova vaga de retornados no dia em que a situação em Angola se tornar incomportável – e já agora se a Europa poderá considerar como crise humanitária o regresso dos cerca de 200 mil portugueses que se estimam estar a trabalhar em Angola.
Por fim, gostaria de saber quantos emigrantes estão os EUA dispostos a receber, na medida em que grande parte deste problema tem origem na 2ª intervenção no Iraque, país onde juravam haver armas de destruição maciça.
Não sofro de fobia anti-americana, não me considero insensível aos dramas da humanidade nem nunca senti em mim ímpetos nacionalistas.
Mas recordo o que Ortega y Gasset escreveu na sua obra “A rebelião das massas – É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução.”
“Não me atrevo a escrever o que vai na minha cabeça sobre como isto vai acabar.
Gostaria apenas de ler testemunhos válidos sobre quem, e como se colocam, migrantes do Afeganistão na Hungria, em Calais e na Noruega, quando o Afeganistão tem fronteiras com o Paquistão, o Tajiquistão, o Irão, o Turcomenistão, o Uzbequistão e a China.
Gostaria de perceber como é que se condena os ataques do Charlie Hebdo e se viabiliza esta migração civilizacional.
Gostaria de perceber, por exemplo, como é que a Europa não se entende quanto à Grécia, e a um eventual perdão de dívida, mas a Alemanha está disponível para sustentar 800.000 refugiados.
Gostaria de conhecer qual é orçamento da CM de Lisboa para apoio directo aos sem-abrigo locais depois de ficar a conhecer a disponibilização de €2mn para apoio aos migrantes na vertente de “alojamentos temporários, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação”.
Gostaria igualmente de saber se as autoridades portuguesas têm algum plano de contingência para receber uma nova vaga de retornados no dia em que a situação em Angola se tornar incomportável – e já agora se a Europa poderá considerar como crise humanitária o regresso dos cerca de 200 mil portugueses que se estimam estar a trabalhar em Angola.
Por fim, gostaria de saber quantos emigrantes estão os EUA dispostos a receber, na medida em que grande parte deste problema tem origem na 2ª intervenção no Iraque, país onde juravam haver armas de destruição maciça.
Não sofro de fobia anti-americana, não me considero insensível aos dramas da humanidade nem nunca senti em mim ímpetos nacionalistas.
Mas recordo o que Ortega y Gasset escreveu na sua obra “A rebelião das massas – É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução.”
Eu também gostaria de perceber isto tudo. E, além disto, ainda gostaria de perceber se esta gente que foge, uns da guerra, muitos outros apenas da pobreza, está disposta a aceitar os valores europeus que nos regem: a igualdade entre homens e mulheres, a separação de poderes entre Estado e Religião, a tolerância e respeito pelas várias religiões. E gostava também de saber, ainda não vi nada, que tipo de escrutínio está a ser feito para garantir que não há células terroristas entre os milhares de refugiados que querem chegar à Alemanha e Inglaterra e já agora, porque se dirigem apenas à Europa quando a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes são tão mais ricos.
Putas de dúvidas que me assustam.”